Em qualquer atividade profissional, o sucesso requer uma leitura acurada dos diferentes contextos ao nosso redor e de nossa capacidade de responder a eles de maneira efetiva.
Uma boa leitura do jogo nos dá a possibilidade de identificarmos o que é preciso para construir vitórias e avaliar os recursos que temos em mãos para alcançar o resultado.
Essa é uma situação particularmente importante em momentos de inflexão, de mudanças de contexto como a que enfrentamos em tempos recentes. O ambiente de negócio em 2016 é extremamente diverso do de 2012.
O que as empresas podem fazer de melhor frente às mudanças é, tanto quanto possível, se antecipar a elas e se transformarem o quanto antes. A mesma ideia vale para nós, como profissionais.
O que isso significa? Que nós precisamos reescrever nossos próprios programas. Fazer mais ou melhor do mesmo não é o bastante para gerar as respostas diferentes que o entorno de negócio demanda. O novo, aquilo que chega para quebrar os antigos paradigmas, precisa estar sob consideração.
Não existem fórmulas mágicas em um processo desse tipo. O que acredito ser essencial para ser bem-sucedido é abraçar o projeto da mudança. Querer é o primeiro passo de qualquer mudança efetiva. O segundo passo é o fazer. E isso implica um mergulho nos aspectos práticos do dia a dia. Estamos, aqui, no terreno do pragmático e do comportamental.
Para deixar esse tema com os pés mais no chão, quero compartilhar com você algumas observações pessoais. São capacidades e atitudes que, entendo, o momento está demandando. Elas certamente não esgotam a lista, mas dão uma ideia mais concreta sobre a necessidade de nos transformarmos como profissionais.
O fazer – É por meio do fazer que um profissional tem a chance de mostrar expertise e know-how. Em tempos difíceis, é preciso fazer mais com menos. Menos significa menos despesas, menos pessoal e em menor tempo. A resposta a esse desafio requer um conjunto de diretrizes: fazer o certo (estar alinhado com a estratégia da empresa); priorizar (primeiro o mais importante, sem deixar de fazer o que é preciso); simplificar (o ótimo é inimigo do bom, mas o bom precisa ser bom o bastante). Dentro do fazer, acompanhar e checar a execução torna-se vital para evitar surpresas. Se houver algum risco ou erro, comunique, peça ajuda.
O interagir – Em tempos de recursos limitados, o trabalho em equipe (em sentido amplo) é a fonte de onde podemos tirar os nossos diferenciais mais valiosos. Sinergia. Cooperação. Inteligência. Sem elas, não temos como superar as demandas.
O envolver-se – Nossa valorização como profissionais está diretamente associada à nossa capacidade de realizar entregas. Isso só se consegue com um grau de envolvimento adequado àquilo que a realidade de negócio demanda. Hoje isso se traduz, por exemplo, em estar disponível sempre que o negócio requeira ou em focar nas soluções e não nos problemas. Temos que aprender a dizer não ao “não” – ao “não dá para fazer”, ao “não temos como” – e dizer, cada vez mais, sim ao “sim”.
Por fim, cabe lembrar que nesses novos tempos, em que os cenários dos negócios sofrem mudanças abruptas em função da tecnologia, o conhecimento ainda é a melhor moeda de troca. Não importa se estamos no início de carreira ou em cargos de maior senioridade, devemos estar dispostos a desenvolver novas habilidades e a suprir gaps de conhecimento. O nosso autodesenvolvimento hoje é a vacina contra o obsoletismo de amanhã.
