Rubrica Roseli Parrella

UM LUGAR NO FUTURO

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Organizações mudam. Essa é uma verdade eterna no mundo corporativo e nem é preciso ser um acadêmico da área de negócios para que se tenha uma compreensão desse fenômeno. Basta olhar um pouco mais à distância. As mudanças acontecem por fatores os mais diversos: cenário econômico, evolução tecnológica, concorrência e até novas metodologias organizacionais. Às vezes, elas nem parecem relevantes à primeira vista. Mas com o passar do tempo, as evidências se acumulam ao ponto em que não há mais dúvida de que um salto de qualidade ocorreu.

A percepção desse fato é importante para refletirmos sobre como conduzir nossas carreiras em tempos nos quais a mudança se configura clara. E a primeira constatação é que, sendo parte desse organismo maior, temos de estar em consonância com ele. Não custa retomar Darwin: os organismos que sobrevivem não são os mais fortes, nem os mais inteligentes, mas aqueles que mais rapidamente se adaptam às mudanças.

Eu acrescentaria, contudo, que adaptação não basta. Precisamos ser protagonistas. Condutores do processo. A mais promissora das ondas não nos leva a lugar algum se não estivermos prontos para correr atrás dela, no momento certo e com a determinação devida.

Acho que é bastante claro que estamos vivendo um desses tempos de inflexão. Para além de cenários econômicos desfavoráveis ou conjunturas específicas de negócio, é fato que as empresas precisam cada vez mais atender a uma grande massa de consumidores, de forma rentável. Isso implica ser cada vez mais simples e efetivo, cada dia mais ágil e competitivo. Até que ponto nós, como profissionais, estamos dispostos a ir para surfar essa onda?

Mudanças são sempre desafiadoras. Na nossa forma humana de ser, tendemos muitas vezes a tomar processos desse tipo como pessoais. É preciso reconhecer: se em grande parte somos o que fazemos, não há como não sentir incômodo diante de uma demanda para que mudemos. A parte boa é que temos escolhas. E olhar para frente é, sem dúvida, a mais sábia entre elas. 

O que vai fazer a mim (e à minha equipe) essenciais no novo cenário? Essa é a pergunta que cada um de nós precisa se fazer. Novos desafios demandam novas respostas. Representam também oportunidades de crescimento para os profissionais mais jovens e uma chance, para os mais experimentados, de mostrar o quanto são valiosos. Penso que fortalecer nossas capacidades de expertise, cooperação e execução é o que nos irá garantir um lugar no futuro. É o que as grandes empresas estão demandando mais e mais. Temos de acertar nossos relógios com o tempo do mundo.