Estamos enfrentando um cenário macroeconômico desfavorável, com consumidores retraídos e pouco confiantes. A dificuldade, contudo, também representa oportunidade. A disposição em enfrentar o desfavorável e buscar formas de virar o jogo pavimenta carreiras!
O primeiro ingrediente de sucesso nesse caso é atitude. E quais são as atitudes que podem fazer um profissional se destacar em um momento crítico como esse? Podemos começar estabelecendo o modo como não devemos nos comportar. Em primeiro lugar, devemos evitar terceirizar a culpa. Quando encontramos o culpado, nós nos descomprometemos: o problema é do outro e não podemos fazer nada. Entretanto, você já parou para avaliar o quanto tem contribuído para dar uma resposta que melhore o seu grupo de trabalho ou a empresa como um todo? Quando a atitude é de atribuir a culpa aos demais, essa avaliação jamais é feita! Ao contrário de quando se toma a responsabilidade para si, examinando como contribuir, no âmbito do nosso espaço, para mudar esse cenário.
Em momentos críticos, não podemos agir como burocratas. Sim, a palavra é mal vista, mas é bom deixar claro que a burocracia tem um caráter muito positivo: como é sustentada pelo conhecimento técnico, isso acaba por conferir racionalidade aos processos – algo que nenhuma organização pode prescindir. O problema é quando esse conhecimento se transforma em um instrumento do imobilismo, impedindo a reformulação e a adoção de processos mais flexíveis. Quando não questionamos o que fazemos e como fazemos, ficamos à mercê da norma. E essa atitude tende a se multiplicar, determinando um processo de acomodação, que desestimula a reflexão e gera um sentimento de estabilidade e resistência à mudança, que afeta as equipes e toda a empresa.
Para contribuir de forma decisiva em um momento crítico – e levar esse aprendizado para o resto de sua vida profissional – o líder precisa rever a sua estratégia gerencial. O combate à terceirização da culpa exige descentralização e incentivo à autonomia de sua equipe, fazendo com que cada um se sinta responsável, “dono” de suas atribuições. Do mesmo modo, o combate ao imobilismo nas equipes passa pelo compromisso com a entrega de resultados e o estímulo ao repensar contínuo das tarefas que executamos.
É claro, ainda, que tudo isso deve estar firmemente alicerçado na percepção sobre a importância do cliente. Empresas precisam de pessoas com apetite e capacidade para solucionar problemas. Aqueles que resolvem, são inestimáveis!
