NÃO BASTA SER ÍNTEGRO VOCÊ PRECISA PARECER SER ÍNTEGRO
Vocês devem ter lido, recentemente na mídia, sobre a decisão da Petrobrás de demitir um gerente de RH por ter feito uma transação de compra e venda de ações, num período tido como restritivo para essas operações para quem trabalha na empresa e tem acesso a informações privilegiadas. Pois bem, não trata-se do valor envolvido na transação, trata-se de VALORES.
E esses nunca devem ser negociados. Os valores servem para orientar nosso comportamento, para informar uma decisão, servem de bússola para nos guiar quando ninguém está vendo a nossa atitude. Ética está em tudo o que você faz e tudo o que você faz importa.
Eu não vou discutir o mérito da decisão da Petrobrás, há uma investigação em curso e eu não sei se o colega agiu de boa ou má-fé. Eu estou usando esse exemplo, simplesmente, para que possamos refletir sobre o valor da integridade pessoal e reconhecer que as empresas evoluíram em muitos aspectos. Estão cada vez mais transparentes e valorizam práticas que privilegiem a Ética e a transparência em todas as ações. Os mecanismos de compliance estão cada vez mais desenvolvidos e apurados e eles servem de guia para que todos os que convivem no mesmo espaço organizacional tenham os mesmos padrões e se orientem pelas mesmas regras de conduta.
Afinal, tudo o que fazemos quando usamos um crachá corporativo ou um sobrenome corporativo pode comprometer a imagem da empresa e afetar, drasticamente, seus acionistas e sua reputação.
Dessa forma, em quaisquer circunstâncias você precisa ser íntegro e parecer íntegro. E integridade não é aqui uma questão moral, mas um alinhamento entre o que se pensa e o que se faz. Se você perder o discernimento DO QUE É CERTO E DO QUE É ERRADO, perderá também muitas oportunidades trazidas pela sua escolha. E pode ter sua reputação maculada de forma irreparável.
Todos nós temos muitas oportunidades de escolhas, mas o que fazemos com elas quando tomamos uma decisão equivocada pode comprometer, de forma dramática a carreira e o seu futuro.
Portanto, pensem nisso antes de considerar tomar qualquer caminho mais fácil ou que lhe traga qualquer vantagem. Os atalhos podem apresentar muitas armadilhas e algumas podem ser fatais e irreversíveis.
Sobre a autora:
Meu nome é Roselí Parrella, sou coach profissional e especialista em desenvolvimento de carreiras. Possuo mestrado em Psicologia Social e especialização em Estratégia de Recursos Humanos, concluída em Stanford. Fiz também o curso de Coaching pela Universidade de Columbia e participei de diversos Programas de Desenvolvimento de Líderes no Brasil e no exterior. Minha trajetória profissional envolve uma sólida vivência em RH em grandes corporações, ocupando as posições de Vice-Presidente e Diretora de RH em empresas como SKY/DIRECTV, METLIFE, AOL, TVA dentre outras. Atualmente exerço o papel CEO na startup, YOU UP, atendendo a executivos e RHs de diferentes empresas para desenvolvimento e gestão de carreira.

