Que tipo de profissional fará sucesso em ambientes corporativos cada vez mais complexos, nos quais a ambiguidade e as incertezas são as regras do jogo e a pressão por resultados só aumenta? Para começar, os mais capacitados. Empresas precisam de jogadores que sejam verdadeiros craques nas posições que ocupam. Profissionais que primem tanto pela execução, como pelo sentido estratégico de suas ações. Em segundo lugar, que saibam jogar juntos. Os ambientes corporativos são, cada vez mais, vocacionados para o trabalho conjunto. Não basta ser um grande jogador. É preciso saber jogar com o time, com o senso de coletivo que é a marca das grandes equipes.
Capacidade e conjunto, contudo, ainda não são suficientes para se alcançar o sucesso e o reconhecimento em uma carreira. Essas duas qualidades precisam vir acompanhadas de uma terceira, aquela que distingue os grandes líderes. Estou falando do compromisso.
É aqui que chego ao ponto fundamental. As empresas colecionam um grande número de exemplos positivos e negativos no que se refere a compromissos — o que se reflete na forma com devolvemos as bolas que nos chegam às mãos. E são muitas as “bolas” corporativas. Existem as bolas redondas, passadas no tempo certo e para os jogadores mais talentosos, e que, ao final, agregam valor para o cliente. Mas há também as bolas para cima; as bolas fora e as bolas nas costas.
Muitas vezes somos tentados a jogar as bolas para cima, isto é, a “jogar para o chefe”, ao invés de assumir a responsabilidade das decisões da empresa como se fossem nossas. É mais fácil dizer que tal ação foi vetada pelo chefe ou que está parada em sua mesa, pois não consta de suas prioridades. Essa é a situação mais comum com a qual nos deparamos. Assumir a responsabilidade das decisões do conjunto demanda maturidade e muita coragem. Porém, há contextos e circunstâncias nos quais se abster é pior do que tentar. Podemos conviver com erros — as bolas foras. Mas a abstenção é como uma bola parada no ar. Um vácuo que nada resolve e que contamina as nossas equipes.
Há, ainda, as bolas nas costas. Como em qualquer ambiente sempre existem aqueles que — por vaidade, desvio de integridade ou qualquer outro fator — colocam sua agenda pessoal acima de qualquer interesse. O melhor remédio, nesse caso, está em uma cultura empresarial positiva, na qual esse tipo de atitude seja repelido o mais possível.
Vamos jogar para frente! Vamos propor o jogo! A bola está com cada um de nós.
A nossa sociedade está mudando muito rapidamente, as relações são mais transparentes e éticas. As organizações apoiam-se em governanças cada vez mais robustas e os indivíduos que sobreviverão são os que , genuinamente , trabalham para agregar valor ao cliente, ao time, aos pares e á sociedade .

