Vivemos em uma época de mudanças muito rápidas e imprevisíveis. Diante delas, as corporações precisam, cada vez mais, de profissionais cheios de novas ideias, que se proponham a imaginar o futuro e a colocá-lo em prática antes dos outros. Na verdade, as empresas precisam de intraempreendedores, ou seja, empreendedores dentro das organizações.
A palavra empreendedor tem mais de quatro séculos. Popularizada a partir de 1755, quando Richard Cantillon, teórico da Economia, adotou o termo para designar aqueles que investiam e assumiam risco com o próprio dinheiro. A partir daí, a palavra intrapreneur (intraempreendedor) foi incorporada à teoria econômica, inicialmente associada a rendimentos industriais.
No século XX, o estudo do empreendedorismo se expandiu, passando a incorporar ao aspecto econômico propriamente dito o aspecto comportamental. Mas foi em 1985 que a expressão ganhou vida, graças a um livro de Gifford Pinchot III, Intrapreneuring, cuja abordagem, inserida como subtítulo do livro, era “Por que você não precisa deixar a empresa para tornar-se um empreendedor”.
A obra virou best-seller, e não por acaso: a ideia do intraempreendedor passou a representar, de fato, uma quebra de paradigma. É um elemento-chave frente à necessidade das corporações de se inovarem constantemente e se manterem vivas nos complexos jogos de mercado.
O perfil de profissional que as empresas buscam é o de alguém diferenciado. Se, antes, as empresas valorizavam o profissional pelo seu “saber fazer”, a demanda agora inclui uma capacidade de “criar o que fazer”. De forma mais específica, isso significa um profissional com iniciativa, capacitado para operações de maior complexidade, um profissional que saiba transformar necessidades em especificações técnicas, conhecimento em riqueza – enfim, um profissional que reaja favoravelmente aos desafios e demonstre alta qualidade e eficiência.
Para muitos, isso pode parecer um conjunto de exigências muito grande. De fato, não são condições simples. Mas, o primeiro passo para se tornar um intraempreendedor é querer ser um. É buscar em você mesmo as potencialidades que o levarão a ser um profissional que faz a diferença. Acredite: qualquer que sejam as constituições do mercado, até mesmo em tempos difíceis (ou, talvez, ainda mais nesses momentos), o valor de um intraempreendedor será inestimável.
Gostaria de saber mais sobre este tema ou sugerir algo novo para falarmos aqui? Ficou alguma dúvida? Deixe o seu comentário ou me envie um e-mail que terei prazer em atender você. rp@roseliparrella.com.br instagram.com/roseli_parrella; linkedin.com/in/roseliparrella/

