A perspectiva de mudanças organizacionais costuma provocar um forte impacto nos colaboradores das empresas. As conversas de corredor e as idas à área de café se tornam mais frequentes, numa tentativa de antecipar futuros desdobramentos. Ainda que esse fato seja até certo ponto “natural”, é preciso considerá-lo de maneira crítica.
A armadilha nesse jogo de adivinhação é que é disso mesmo que se trata: um jogo de adivinhação. Muito do que se diz ou se supõe que possa ocorrer tem a densidade de uma nuvem de fumaça. Uma conversa ouvida acolá, uma nota no workplace, uma visita de fulano de tal bastam, muitas vezes, para se delinear cenários que se dissiparão em pouco tempo. Mas no rastro dessas especulações estarão sempre as questões silenciosas: Eu estarei nesse palco? Como eu estarei nesse palco?
O medo, o receio, a apreensão são, usualmente, maus conselheiros. Por mais que queiramos estar preparados para o que vem pela frente, não é nesse universo de conjecturas que vamos encontrar boas respostas. A melhor atitude? Manter o foco naquilo que é real. Concentrar energias naquilo que o momento pede para fazer, aqui e agora. Nada pavimenta melhor o nosso caminho no dia de amanhã do que os resultados que conseguimos construir hoje. Sem falar – sejamos claros – que somos pagos para fazer, não para especular!
Não se trata de adotar uma atitude de avestruz. Ajustes, desafios, incertezas e problemas com certeza fazem parte da vida corporativa! A questão é saber superá-los de forma positiva e não deixar florescer um clima de pessimismo. O pessimismo contamina. Drena energias. Tira a nossa atenção do trabalho efetivo. E, pior, se volta contra nós mesmos! Deixar-se levar por esse sentimento conduz à realização automática das profecias mais sombrias.
Um estudo realizado pela Aon Risk Services aponta uma série de fatores de risco globais para as empresas. Tópicos que vão do aumento de competição a mudanças regulatórias; de problemas com fluxo de caixa a falhas em atrair e reter talentos. Esses cavaleiros do apocalipse, como muitas vezes são tratados, não estão, nem levemente, presentes no nosso horizonte. Em outras palavras: acreditem que estamos atrelados a um negócio de perspectivas promissoras, cuja concretização depende essencialmente de nós.
Na dúvida, não duvide: fique com o concreto!

