Rubrica Roseli Parrella

MOMENTOS DIFÍCEIS, ATITUDES INTELIGENTES

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Estamos chegando ao fim de um ano conturbado. Os negócios sofreram diante de uma recessão acentuada e o país patinou em meio a embates de conhecimento público. Diante desse quadro, as empresas buscaram se tornar mais enxutas e eficientes, dando especial atenção aos seus custos e adotando um perfil mais conservador em relação a investimentos. Salários e empregos foram afetados. Reportagem publicada em outubro, pelo jornal O Estado de S. Paulo, por exemplo, registrou que, até agosto deste ano, 111 acordos coletivos haviam sido fechados com redução nominal dos salários. Não é o cenário que gostaríamos, mas é o cenário que temos. E precisamos reagir a ele de forma inteligente.  

Como responder a todos esses desafios de um ponto de vista de carreira?

Uma primeira observação é que, tal como as empresas, os profissionais tendem a se tornar mais conservadores no que diz respeito à busca de oportunidades. A abertura de novos postos se reduz, da mesma forma que a rotatividade, o que contribuí para uma certa estabilidade no mercado de trabalho. Em outras palavras: ainda que ascender profissionalmente seja uma aspiração sempre positiva, esse não é o momento de colocá-la no topo da lista de prioridades.

Como numa batalha, esse é um momento no qual é necessário defender posições. As empresas fazem o esperado para as circunstâncias: ficam com os melhores. Para nos mantermos no jogo temos que, a cada dia, nos provarmos indispensáveis! O compromisso com a excelência, com a entrega de resultados, com tudo aquilo, enfim, que o negócio precise, é um fator de peso evidente.

O que nos torna indispensáveis como profissionais é a capacidade de não apenas fazer bem, mas fazer mais. Em tempos difíceis, a pressão por produtividade aumenta. Somos demandados a fazer mais, com menos. Somos chamados a mostrar um grau de resiliência ainda mais elevado.

Minha segunda reflexão diz respeito às expectativas do profissional em relação à empresa na qual atua. Você confia nela? Confia que ela está preparada para emergir dessa situação em condições ainda melhores a curto e médio prazo? Esse é um dado importante porque, ao olhar para a própria carreira, você não pode dispensar uma avaliação do ambiente no qual ela está inserida. Nós construímos nossas carreiras, mas as pessoas ao nosso redor também têm um papel nesse processo. Ninguém vence sozinho. Penso que se avaliarmos o que a SKY vem fazendo e se reconhecermos a qualidade, a garra e o comprometimento das pessoas que aqui trabalham, a resposta é um “sim” muito claro.

Tudo isso mostra que, antes de virarmos a página de 2015, precisamos reajustar expectativas e nos concentrarmos em nos tornarmos profissionais capazes de dar respostas no mais alto nível. Estamos em uma empresa vencedora e tenho certeza de que, trabalhando duro, chegaremos ao final de 2016 com uma perspectiva mais promissora. Eu acredito. E você?